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Neste link ficam armazenadas algumas informações preciosas, histórias e lendas da cultura iraniana. Abaixo você pode ficar conhecendo a lenda da descoberta do vinho, a origem de uma curiosa expressão popular iraniana e um ditado brilhante.
Como este site pretende ser algo vivo, estaremos sempre incluindo novos itens. Os próximos a serem incluídos: a origem do Correio, da cerveja (veja nosso link "Bebidas"), a astronomia persa, a introdução dos algarismos no ocidente, a álgebra, dados sobre as Mil e Uma Noites e informações gerais...

No Irã o ano tem início no primeiro dia da primavera. A primeira refeição do ano é um peixe acompanhadode arroz de ervas aromáticas. Esta receita faz parte do cardápio permanente do Amigo do Rei.

O "reveillon" não é à meia noite e sim na hora exata, calculada pelos astrônomos, em que o Irã entra na Primavera, o que coincide com o dia 20 ou 21 de março no Ocidente.

O calendário é solar e, portanto, possui 12 meses. Os 6 primeiros, de 31 dias. Os 5 seguintes, de 30 e o último, de 29 dias.

Foi, até 1925, o calendário mais perfeito do planeta, gerando o erro de apenas 1 dia a cada 3.370 anos, mais perfeito que o calendário gregoriano atualmente em vigor no Ocidente.

Foi criado 1.000 anos atrás por Omar Khayyam, grande poeta, matemático e astrônomo iraniano. Sob o reinado de Malik Shah, entre os anos 1072 e 1092 , seu vizir Nizam al Mulk conduziu o Irã a uma renascença cultural e científica. Construíram, por exemplo, o observatório astronômico onde Omar Khayyam fez muitas de suas experiências para o novo calendário.

Em 1925 foi estabelecido o calendário solar persa, baseado nos anteriores, com um complexo sistema de cálculo para determinar os anos bissextos. É o calendário em vigor mais perfeito do planeta e gera o erro de um dia a cada 3.8 milhões de anos.

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VOU-ME EMBORA PRA PASÁRGADA
de Manuel Bandeira

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei num burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d’água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
-Lá sou amigo do rei-
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.

                             Libertinagem, 1930

 

Restaurante Amigo do Rei ® - 1998 / 2007
www.amigodorei.com.br

Aberto de Terça a Sábado para jantar das 19:30 às 23:00hs
Belo Horizonte
Rua Quintiliano Silva, 118 - Santo Antônio
Tel.: (31) 3296 3881